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Home Turismo

Locomotiva ‘brazense’ encanta visitantes em museu de Curitiba

Relíquia que permaneceu por anos no pátio da estação de Wenceslau Braz, locomotiva é uma das principais atrações do Museu Ferroviário da capital

Celso Felizardo por Celso Felizardo
05 de novembro de 2023
em Turismo
Maria fumaça restaurada no Museu Ferroviário de Curitiba

O Museu Ferroviário de Curitiba reserva uma atração única para os visitantes que desejam mergulhar na história das ferrovias do Paraná. Em lugar de destaque na parte interna encontra-se a pequena locomotiva apelidada de Mariazinha Fumaça, que operava nas fazendas da região de Wenceslau Braz, no Norte Pioneiro, e que, entre os anos 1970 e 1980, ficou exposta no pátio da estação ferroviária da cidade.

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A manobreira, cuidadosamente restaurada e preservada, é uma peça que evoca memórias e sentimentos de uma época em que as ferrovias eram a espinha dorsal do transporte e da comunicação no Brasil. Ela testemunhou a movimentada rotina da estação de Wenceslau Braz, que era um importante ponto de conexão ferroviária na região, ligando o Ramal do Paranapanema, no sentido Norte-Sul, ao Ramal Barra Bonita, a oeste, que atendia as minas carboníferas na região de Ibaiti e Figueira.

Maria Fumação estacionada no pátio da antiga estação de Wenceslau Braz
Maria fumaça estacionada no pátio da antiga estação de Wenceslay Braz nos anos 1970 (Foto: Acervo Folha de Londrina)

A Locomotiva 38, apelidada de Mariazinha Fumaça, é uma peça inglesa construída pela Henry Rogers, Son & Co, em Wolverhampton, em 1888, um ano antes de o Brasil se tornar uma república e época de formação das primeiras cidades do Norte do Paraná. A empresa metalúrgica britânica, localizada em um dos principais polos da Revolução Industrial, mantinha fortes laços com a América do Sul. Os arquivos históricos mostram que, em 1º de julho de 1931, um decreto do Governo Vargas autorizou os ingleses a permanecer no Brasil.

Uma locomotiva chamada saudade

A manobreira tem 2,10 metros de altura, 1,32 metro de largura e 3,40 metros de comprimento e foi levada para o museu em 1985. O que torna esta peça ainda mais especial é a nostalgia que ela evoca em muitos moradores de Wenceslau Braz. Para aqueles que cresceram nas proximidades da estação, a maria fumaça é muito mais do que uma relíquia histórica. É um lugar onde a infância foi vivida de maneira lúdica e emocionante. Muitos se lembram de ter brincado na manobreira quando eram crianças, assistindo aos trens passarem e sonhando com aventuras sobre os trilhos.

Criança brincando na locomotiva
Retrato de Moacir Carvalho, em 1975, quando era criança, brincando na Maria Fumaça (Foto: Arquivo Pessoal)

Moacir Carvalho é um desses saudosistas. Ele conta que nasceu em Wenceslau Braz, mas logo mudou-se de lá. Porém, guarda com carinho as lembranças de quando passava as férias na casa dos avós e sempre visitava a antiga estação ferroviária. “Tudo isso faz parte das lembranças da minha infância. A preservação da memória ferroviária é fundamental para manter a identidade do povo, pois muitas cidades surgiram e cresceram por causa da estrada de ferro. Muitas pessoas têm lembranças do tempo dos trens de passageiros. As estações testemunharam o desenvolvimento do País”, defende.

Assim como ele, muitos moradores da cidade postam suas fotos em grupos de Facebook, como o Trick – Fotos Antigas ou o Legitimidade Brazense. Recontar a saga dos ferroviários que ajudam a construir a cidade é uma tentativa de manter viva as raízes locais e tentar aplacar a grande decepção que foi a perda do prédio histórico da antiga estação, todo em madeira, demolido nos anos 1990. A estrutura era parecida com a da Estação de Joaquim Távora, que completou 100 anos em 2023.

Memória ferroviária

O Museu Ferroviário de Curitiba é uma ótima dica de passeio para quem estiver de viagem marcada para a capital paranaense. Quem chega e olha pela fachada pode estranhar ao encontrar todas as portas e janelas fechadas. A explicação é que o museu ferroviário é um dos únicos a funcionar dentro de um Shopping Center, o tradicional Shopping Estação, empreendimento que incorporou a antiga estação ferroviária da cidade.

A atração gratuita, que abre todos os dias, conserva relíquias da memória ferroviária do Paraná. Na entrada, o visitante se depara com os antigos guichês, em madeira com detalhes entalhados. Bonecos vestidos com os uniformes dos trabalhadores ferroviários dão o tom de realismo à atmosfera nostálgica. No local também funciona uma biblioteca com livros e documentos ligados ao tema.

Na entrada do museu, na área interna do shopping, o museu oferece uma experiência tecnológica. Os visitantes que tomam lugar nos assentos do vagão, atrás da locomotiva principal do museu, embarcam em uma viagem virtual que parte de Curitiba até o litoral pela Serra do Mar. Imagens são exibidas em telas instaladas no lugar das janelas e até a trepidação do vagão pode ser sentida pelos passageiros virtuais no simulador.

Para os visitantes que desejam fazer uma viagem no tempo e reviver as lembranças de uma infância cheia de aventuras, conferir a Mariazinha Fumaça e as outras atrações do Museu Ferroviário de Curitiba é um programa imperdível.

Museu Ferroviário de Curitiba

Avenida Sete de Setembro, 2775, Shopping Estação, Curitiba
Entrada grátis

Contato:
(41) 3094-5346

Horário de funcionamento:
– De segunda a sábado: das 10h às 22h
– Aos domingos, das  11h às 22h

Tags: FerroviaMuseuWenceslau Braz
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Celso Felizardo

Celso Felizardo

Jornalista responsável pelo site Última Estação e editor na Folha de Londrina. Tem mais de 10 anos de experiência em redação com foco no noticiário regional do Norte do Paraná. Acredita no poder do jornalismo de qualidade como uma ferramenta para integrar a região e fomentar suas potencialidades.

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Comentários 1

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